O Reino do Oceano de Paul McCartney

“Como o resto da minha geração, eu cresci sendo um grande fã dos Beatles, então eu fiquei emocionado ao encontrá-lo. Depois que eu comecei a conhecê-lo um pouco, e sabendo de seu grande amor de compor música clássica, perguntei se ele estaria  interessado em fazer algo para New York City Ballet, e estou eufórico ele tenha concordado em escrever uma peça para nós.” – Peter Martins

“Eu estou sempre interessado em novas direções  com as quais eu não tenha ainda trabalhado antes. Então eu fiquei muito animado com a idéia … O que era interessante era escrever música que significasse algo expressivamente em vez de apenas escrever uma canção. Tentando escrever algo que expressasse emoção – como se tem medo, amor, raiva, tristeza — para jogar e eu achei emocionante e desafiador.” – Paul McCartney

 

Photo via Blog Critics

Por Juliana Araújo

A temporada de inverno em New York City Ballet começou no dia 13 de setembro de 2011 no Lincoln Center. Entre os ballets tradicionais, como o Lago dos Cisnes e as obras de Balanchine, a grande novidade do momento é o novo Ocean’s Kingdom coreografado por Peter Peter Martins e musicado por Paul McCartney, que convidou sua filha Stella McCartney para criar os figurinos da peça.

O ballet conta uma história de amor que acontece no fundo do mar onde os personagens se sentem ameaçados por seres humanos. Com uma duração de cerca de 50 minutos, a peça consiste em quatro movimentos “Ocean’sKingdom”, “Hall of Dance”, ” Imprisonment” e “Moonrise”.

Aqueles que pensam que o ex-Beatle compõe apenas de música pop, enganam-se. Paul já compôs e gravou outras peças clássicas no legendário estúdio da Abbey Road. No entanto, esta será sua primeira composição a ser tocada por uma orquestra.

Sempre guiado pelo seu coração, Paul disse que queria criar uma peça cheia de sentimentos que pudesse surpreender o público. Portanto, ele se inspirou na pureza do oceano e em apenas dois meses o primeiro rascunho já tinha sido escrito. Antes do início de seu trabalho com Peter Martins, ele fez uma visita ao Royal Ballet de Londres, para se familiarizar com a dança clássica.

Vejam abaixo a tradução de quatro vídeos com discussões sobre o processo de criação do ballet com Will Gompertz (Editor de Arte da BBC de Londres), Peter Martins (Ballet Master in Chief, do New York City Ballet), Paul McCartney e Stella McCartney.

Ocean’s Kingdom com Paul McCartney e Peter Martins

Peter Martins – Eu sei que Sir Paul tem sido escrito a música clássica há algum tempo. E eu sabia que eu estava interessado em música clássica. Então, quando nós tivemos chance de nos encontrar, por assim dizer, na grande gala do Dave Cook Theatre. E Paul apareceu com sua futura esposa, quando tivemos a chance de conversar Acho que foi minha sugestão, não foi? De fazermos algo que você pudesse levar em consideração?

Paul McCartney – Peter me disse: você levaria em consideração? Foi meio que o início para mim. Você consideraria escrever uma peça para ballet? E eu basicamente disse que sim. Eu comecei uma peça de música para um outro projeto que não deu certo, então eu meio que tinha uma pequena peça de música, por isso, quando Peter perguntou-me se eu consideraria, eu imediatamente pensei nessa outra peça de música e eu pensei , isso é o que eu deveria fazer com esta outra peça de música agora. Então eu fui embora depois de aceitar a oferta de Peter, e a adaptei para o que eu pensei que poderia se tornar um bom ballet. Bem, para mim, quando Peter e eu começamos a conversar, ele encarregou-me, em nome do New York City Ballet, de fazer a música para um ballet. Eu não tinha idéia de quais eram as regras, ou de fato, se haveria alguma. Então, eu fui embora e escrevi a música com a dança em mente que me agradasse e que eu pensei que pudesse agradar a Peter, e então eu fiz tudo. Quando eu terminei tudo, eu eu pensei comigo mesmo, o que eu vou fazer? Vou entregá-la a Peter? Ele disse ele: dance de acordo com ela. Devo tentar refletir um pouco mais? Portanto, para trazer a minha contribuição. Entregá-la a Peter e dizer: Olha! Eu tenho algumas idéias que você pode rejeitar se quiser. Se rejeitá-las, diga-me quais são as suas. E Peter gostou da idéia que eu trouxe. Por isso a nossa linha de história já estava definida, não estava?

Peter Martins – Absolutamente, sim.

Paul McCartney – E então começamos a colaboração. Tivemos boas discussões ao longo do caminho, em relação ao que (o ballet) poderia ser.

Peter Martins – Nós incorporamos alguns dos movimentos que ele sugeriu. Ele escreveu a música, o figurino fazia parte do DNA.

Paul McCartney – Minha filha, Stella …

Peter Martins – Elas fez pinturas legais que sugerimos para colocar … Então a única coisa que faltava era a coreografia. E mesmo era basicamente …

Paul McCartney – No início do terceiro movimento… OK, ela está na prisão. Eu estava imaginando …

Peter Martins- Eu adorei.

Paul McCartney – Esse é o tipo de coisa que me anima na colaboração.

Peter Martins – Você escreveu com o libretto. E você meio que determinou como o ballet todo deveria ser. Tenho dirigido este teatro e tenho o feito há muito tempo. E eu sei que cada pessoa neste teatro estava lá por uma razão. Não pelo ballet, mas pelo Paul. E as expectativas de todo mundo eram, como será o som? E como é que o som vai ser? A maioria das pessoas não tinha idéia. E todos nós aguardávamos com essa grande expectativa.

Sarah Mearns et Robert Fairchild - Photo: Paul Kolnik

Sir Paul McCartney sobre sua estréia em música de ballet

– Clique no link acima para assistir à entrevista inteira em inglês

Paul McCartney – A grande coisa é que eu não sei muito sobre ballet. Eu vim para isso com mente aberta, ao contrário de alguns que têm conhecimento dos grandes ballets. Eu meio que conheco o Lago dos Cisnes e o Quebra-Nozes, como muitas pessoas. Eu fiz meu melhor e eu espero que seja bom o suficiente. Eu estava simplesmente interessado em fazer algo que eu nunca tinha feito antes. E então eu comecei a prestar atenção em ballet e o que ele significava, e aprender um pouco mais. E apenas juntar peças de músicas que seriam bom para dançar. Eu aprendi que existem muito mais coisas em relação a ballet do que uma pessoa média como eu pensa. Eles são atletas. Eles são grandes atletas. Eu tenho um amigo que está na equipe de remo olímpico para o Canadá. E ele disse que a maneira pela qual eles treinaram, eles estudaram ballet. Eu trouxe as minhas ideias, sobre o que uma saída à noite para um para ballet poderia ser. É como eu sempre faço. Sento-me no meu lugar na noite de abertura, as cortinas sobem, e eu me pergunto: o que estou vendo? Então eu queria que fosse uma história, eu queria algum tipo de variedade, então eu queria que ele tivesse momentos de emoção, momentos emocionantes, momentos espetaculares, então eu tentei montar um programa que incluisse tudo isso.

Will Gompertz – Peter Martins, o diretor artístico aqui me disse que você não foi tímido ao se envolver com essa produção.

Paul McCartney – Bem, Peter me disse: você escreveria a música para isso? Eu disse, sim. Fui embora, escrevi algumas idéias e as toquei para ele. Ele gostou do que estava se acontecendo e eu as terminei. E antes de entregá-la, eu me perguntei: o que ele vai fazer com ela? Bem, se ele não tem nenhuma idéia particular, deixe-me ter algumas ideias também e ver o que poderia acontecer. Ouvi e terminei tudo. E eu achei que algo dramático poderia acontecer.

Will Gompertz – Você escreveu a história também.

Paul McCartney – Então, acabei escrevendo a história, sim. Quando cheguei à Nova York, toquei a música para eles e disse que esta era a idéia da história. Paul, você não só escreveu a música, você escreveu o libretto. E foi a partir daí. Ele foi muito generoso, um bom colaborador. Ele não é do tipo de pessoa que diz: olhe! deixe isso comigo. Então, ele me dizia, o que você acha dessa idéia? Ele teve grandes ideias. Eu disse: ótimo! O que você acha dessa idéia? E ele ficou interessado na maioria delas, mas  houve uma, em que ele disse: não.

Will Gompertz – Qual foi?

Paul McCartney – Eu pensei que seria ótimo que os bailarinos dançassem em câmara lenta. É tão chato. E eu, OK.

Will Gompertz –  Foi ele quem  jogou as idéias da concepção das roupas? Da figurinista?

Paul McCartney – Não, ele veio a mim e disse: Paul, eu não sei se eu deveria te perguntar isso, mas você acha que sua filha Stella estaria interessada nos figurinos?

Will Gompertz – Qual foi sua reação à essa sugestão?

Paul McCartney – Bem, eu sabia que ela estaria. Ela é como eu, infelizmente. Então eu disse, Stella, você estaria interessada? Ela disse que sim.

Will Gompertz – E como tem sido trabalhar juntos?

Paul McCartney – Tem sido  ótimo. Tem sido muito bom. Ela é ótima, trabalhadora. Eu amo o que ela faz em moda de qualquer maneira. Por isso, é realmente ótimo, especialmente, porque eu não trabalhei com nenhum dos meus filhos assim antes, em um projeto específico como este. Tem sido muito bom, nos divertimos muito.

Will Gompertz – É verdade que você não lê ou escreve música?

Paul McCartney – Infelizmente, é sim.

Will Gompertz – Por quê? Você tem estado ativo há muito tempo. Meia hora com um professor decente você chegaria lá.

Paul McCartney – É realmente uma coisa estranha. Mas a maneira como eu faço as coisas, a maneira como eu escrevo música é muito instintiva. Várias pessoas da minha geração, as pessoas de conjuntos (cantores)… A gente compõe e conversa uns com os outros. Ele vai  tan tan tan. E a outra pessoa vai  pan pan bah. E você vai. Você apenas conversa com com os outros e faz assim. Escreve to to to  não é o mesmo que  tan ran ran.

Will Gompertz – Peter disse que Brian Epstein pensa que você era o mais mais curioso de todos eles. Você pensou que você se envolveria com a técnica, o lado técnico …

Paul McCartney – OK, então eu tentei quando eu era criança com a vizinha. Não funcionou, como lição de casa. Não gostei. Não conseguia me conectar, mas eu adoro música. Então eu tentei quando eu tinha 16 anos com um rapaz do outro lado da rua. Não funcionou tararirirururu … Não! Então eu tentei quando eu tinha 21 anos com um rapaz do Guildhall of Music, mas até então já eu tinha escrito Eleanor Rigby.

Will Gompertz – Você estava confiante?

Paul McCartney – Eu encontrei a minha maneira própria de fazer a s coisas. Por isso, a idéia de escrever (música) nunca ocorreu.

Will Gompertz – Quando você começa um novo trabalho como este, existe uma parte sua que acha que talvez este será tão bom quanto ou talvez ou até mesmo o melhor de tudo o que tenha feito antes?

Paul McCartney – Eu não penso assim. Não, eu acho que você espera tudo que tudo o que você faça seja a sua melhor coisa. Mas sendo realista, tendo feito parte dos Beatles, tendo estado lá, ja era muito difícil.  Então eu não estou realmente tentando ser melhor do que os Beatles. Eu estou bastante contente e privilegiado por ter estado lá. Portanto, não é realmente uma questão de tentar ser melhor, cada vez melhor.  E sim uma questão de tentar ser tão bom quanto, talvez de uma maneira diferente.

Will Gompertz – Paul McCartney, muito obrigado.

Paul McCartney – Obrigado.

Sarah Mearns et Robert Fairchild - Photo: Paul Kolnik

Stella McCartney em relação a trabalhar com seu pai

– Clique no link acima para assistir à entrevista inteira em inglês

Stella McCartney – Há uma espécie de dois lados, eu suponho realmente. De um lado está a trabalhar com meu pai, pela primeira vez, em um projeto realmente importante e surpreendente. Então você tem essa emoção, sentindo-se muito orgulhosa, muito animada por ter essa oportunidade. E depois há aquele outro lado, onde eu acho que você pensa estou trabalhando com Paul McCartney também. É uma coisa engraçada. Você vê por dois ângulos diferentes.

Will Gompertz – E como tem sido?

Stella McCartney – Tem sido surpreendente, na verdade. Realmente interessante. Colaboração incrível, eu acho. A coisa toda de trabalhar no ballet, desta maneira. Trabalhando de uma forma verdadeiramente colaborativa. Tem sido assim com os dois: meu pai e com Peter Martins, e também com os bailarinos, aos quais eu forneço uma ajuda técnica dentro de toda a estrutura.

Will Gompertz – Acredito seu pai tem estado muito envolvido. Isso se aplica ao figurino também?

Stella McCartney – Ele está envolvido. Ele claramente quer saber o que está acontecendo. É muito sua visão, seu ballet. E eu acho que o envolvimento maior do meu lado, está claro que este não é um ballet tradicional. Para mim no começo… como você vê isso? Você quer tutus, quer … O que é que você está imaginando quando você está escrevendo a música? Eu acho que é muito importante para tentar fazer o casamento entre os três: a coreografia com a música e com o visual, tudo … o figurino e o conjunto se complementando.

Will Gompertz – Por causa da história real e música tradicional como John Cage, John Adams. Então, como você responde a isso? Quero dizer … Você ficou surpresa?

Stella McCartney – Não, quero dizer, estou muito atualizada em relação à música do meu pai. Eu sei, eu vi durante toda a minha vida como ele trabalha e faz música. Então, essa parte foi moleza para mim. Eu acho que realmente o meu papel é de conceber os figurinos e contar a história e porque há uma linha de história clara, e por isso para mim eu tinha que tentar fazer isso, e me adaptar essencialmene às necessidades destes atletas. E os prazos de trocas de roupa, quando alguém diz que precisa que ela precisa ir de uma cena prisão a um salão de dança. Então eu disse: bem OK. Seria  o mesmo figurino? Oh não, você tem um segundo para mudar, uma saia. Você tem de caber dentro destas limitações.

Will Gompertz – Você está trabalhando em um ballet, pela primeira vez. E isso te deu ideias como estilista de como fazer as coisas de forma diferente?

Stella McCartney – Eu não acho que realmente que isso tenha tido alguma influência no meu trabalho diário. Mas é ótimo para variar sempre a maneira de se trabalhar. Eu adoro fazer coisas diferentes o tempo todo. E eu não tenho medo de fazer. Eu acho isso me mantém atualizada. Por isso é algo que eu realmente gostei, algo que eu faria  de novo com certeza.

Sarah Mearns et Robert Fairchild - Photo Paul Kolnik

Sir Paul McCartney ‘fez jus’ ao mundo do ballet

– Clique no link acima para assistir à entrevista inteira em inglês

Will Gompertz – Estou no Centro Lincoln de Nova York, casa do New York City Ballet. Estou acompanhado por Peter Martins, que é o Ballet Master in Chief do New York City Ballet. Que, basicamente, significa ser o diretor artístico, o chefão. O homem responsável por encarregar Paul McCartney de escrever seu primeiro ballet. Peter! Por quê?

Peter Martins – As outras respostas seriam por que não? Se você pode conseguir Paul McCartney para escrever uma música para você, quem você mais você desejaria?

Will Gompertz – E o que você pediu para ele fazer? O que você pediu para criar para você?

Peter Martins – Nós nos conhecemos há cerca de um ano e meio neste espaço no qual estamos caminhando, por acaso. E, claro, eu era um grande fã dos Beatles. Assim que eu soube de seu interesse por música clássica, eu perguntei a ele, eu disse. Seria possível você pensar em fazer algo por nós? Isso não seria legal? Ele disse, bem, eu adoraria. Foi mais ou menos isso que aconteceu. E depois o resto é história. A estréia será amanhã à noite.

Will Gompertz – E como foi? Ele é bom em compor para um ballet?

Peter Martins – Ele é muito bom. Ele me ensinou. Nós nos encontramos muitas e muitas vezes e ele me perguntou do que eu gostava. Eu disse a ele:  você é o rei da melodia, como Tchaikovsky. Eu amo grandes melodias e adoro ritmo, o que você também tem. Estes são os dois elementos que eu adoraria ter em um ballet. E ele deu conta.

Will Gompertz – Peter OK, de modo que tudo foi ótimo. Qual foi a parte mais difícil?

Peter Martins-Nada foi difícil. Eu estou dizendo a verdade. Ele tem sido um dos maiores colaboradores que eu já tive. Porque ele estava tão envolvido em cada aspecto. A música, o libreto, os figurinos, os elementos de conexão, mesmo a coreografia. Quero dizer, ele estava totalmente engajado.

Will Gompertz – A gente teve esta sensação. Aí está você um gigante da coreografia. Aí você tem Paul McCartney. Como é isso?

Peter Martins – Isso é uma boa pergunta. Se suas idéias não fossem boas, eu não teria gostado. Mas ele tem não só tem bons ouvidos, ele tem olhos grandes, grande sensibilidade. Ele é um homem muito, muito impressionante.

Will Gompertz – O que ele touxe de novo para o ballet? Se ele tem todas essas idéias, o que há de novo em suas idéias?

Peter Martins – De certa forma é engraçado. O fato de ele não estar familiarizado com o mundo do ballet. De ele não estar sobrecarregado com a história? Ele tinha idéias malucas que … nós não fizemos isso antes. Isso é ótimo.

Will Gompertz – Como é que os bailarinos reagiram a ele? Porque se ele estava envolvido e dando-lhes sugestões… Eles foram receptivos?

Peter Martins – Eles estavam enlouquecendo. Todos eles adoraram.  Foi uma verdadeira festa. Eu tenho que te dizer.

Will Gompertz – Peter, muito obrigado. O Ocean’s Kingdom de Paul McCartney está aqui no Lincoln Centre durante as próximas quatro noites, e um dia, espero, talvez ele possa vir para  Reino Unido.

New York City Ballet - Photo: Paul Kolnik

A estréia do Ocean’s Kingdom ocorreu no dia 22 de setembro de 2011 no Lincoln Center. O ballet foi considerado pelos críticos como sendo uma obra expressiva e rica. Paul admite que esta foi uma experiência estimulante e que a cooperação com o New York City Ballet trará muitas alegrias. Tenho certeza de que o Ocean’s Kingdom será a sensação desta temporada e espero que o ballet em breve esteja disponível para o público fora dos Estados Unidos.

Photo - Paul Kolnik

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